SÉRIE 180 QUESTÕES COMENTADAS DE PSICOLOGIA

QUESTÃO 101. (UNESP/2012) Para que um paciente se submeta a um processo de psicoterapia, é necessário que ele esteja sofrendo um certo grau de desconforto psíquico em decorrência de seus sintomas. No entanto, como refere Cordiolli (Psicoterapias: abordagens atuais, 2006), se esses sintomas forem muito intensos, a ponto de se tornarem um obstáculo para o início de uma psicoterapia, tanto uma psicoterapia voltada para o insight como uma psicoterapia cognitiva e comportamental, a conduta mais pertinente a ser adotada é a de

 

(A) sugerir a realização de uma psicoterapia breve de orientação analítica.

(B) desaconselhar qualquer tipo de intervenção psicoterápica.

(C) iniciar ou associar a psicofarmacologia com uma psicoterapia de apoio.

(D) realizar um treinamento de habilidades sociais com o paciente.

(E) estimular a prática de técnicas de relaxamento e dessensibilização.

COMENTÁRIO

Quando os sintomas são muito intensos, podem ser um obstáculo para o início de certas psicoterapias, tanto as voltadas para o insight como as cognitivas e comportamentais. Nessas situações, uma opção é iniciar uma terapia de apoio para, em segundo momento, passar para uma terapia psicodinâmica, comportamental ou cognitiva (Cordioli, 2008b; p.105). 

 

As Psicoterapias de Apoio (PA) podem ser:

 

De longa duração – destinam-se a pacientes com importantes incapacitações do ego.

 

De curta duração – destinadas a controlar crises agudas que ocorrem isoladamente em indivíduos previamente sadios. Comuns no curso de doenças crônicas.

 

Indicações - pacientes com déficits crônicos, como pacientes psicóticos ou com transtornos caracterológicos graves ou problemas de funcionamento social deficiente, e pacientes considerados saudáveis do ponto de vista psiquiátrico: bem-adaptados, com boa rede de apoio social e que estejam passando por problemas breves como uma crise, um trauma ou desastre (Cordioli et al, 2008b).

 

Contraindicações - falta de motivação, incapacidade para estabelecer vínculos ou aliança de trabalho, ausência de pensar psicológico mínimo necessário para uma psicoterapia de apoio e ainda indicações ou capacidades para empreender outros tipos de tratamento.

 

As intervenções da PA se destinam a reforçar determinadas funções do ego, utilizando a influência que o terapeuta exerce sobre o paciente, e são caracterizadas principalmente por se basearem na sugestão e por objetivarem ampliar os aspectos cognitivos e de autoconhecimento:

 

1. Sugestão

2. Persuasão

3. Controle ativo

4. Reafirmação e melhora da autoestima

5. Aconselhamento

6. Ventilação ou Ab-reação

7. Educação

8. Clarificação

9. Confrontação

 

GABARITO: (C) iniciar ou associar a psicofarmacologia com uma psicoterapia de apoio.

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