SÉRIE 180 QUESTÕES COMENTADAS DE PSICOLOGIA

QUESTÃO 126. (IAMSPE – HSPE/2012) Ocampo e Arzeno, citadas por Santiago em Ancona-Lopez (Psicodiagnóstico: processo de intervenção, 1995, p. 9), caracterizam o processo psicodiagnóstico como uma prática cujo objetivo é

 

(A) concentrar sua investigação essencialmente nos aspectos passados que interferem na sintomatologia apresentada por um paciente.

(B) buscar uma explicação causal e plausível para a manutenção da queixa principal formulada por um paciente.

(C) descobrir as causas para a sintomatologia de um paciente, não importando o tempo que seja necessário para concluir essa investigação.

(D) obter uma descrição e compreensão a mais clara e profunda possível da personalidade total de um paciente.

(E) levar o paciente a formular, ele próprio, a partir das informações apresentadas pelo psicólogo, conclusões sobre sua situação.

COMENTÁRIO

Jurema Cunha (2002) define psicodiagnóstico como um tipo de avaliação psicológica, conduzida com propósitos clínicos e que visa identificar forças e fraquezas no funcionamento psicológico, com um foco na existência ou não de psicopatologia.

 

Esta investigação se configura como um processo científico, limitado no tempo, que utiliza técnicas e testes psicodiagnósticos (input), em nível individual ou coletivo, seja para entender problemas à luz de pressupostos teóricos, identificar e avaliar aspectos específicos, seja por classificar o caso e prever seu curso possível, comunicando os resultados (output), na base dos quais são propostas soluções.

 

Segundo,  OCampo  e  cols.  (2009),  o psicodiagnóstico tem como expectativa o alcance da descrição e compreensão, o mais profunda e completamente possível da personalidade do paciente ou do grupo familiar, abarcando os aspectos pretéritos, presentes (diagnóstico) e futuros (prognóstico) dessa personalidade.

 

O psicodiagnóstico possibilita uma avaliação global da personalidade do paciente, determinação da natureza, intensidade e relevância dos distúrbios, fornecimento de subsídios a demais profissionais, definição do tipo de intervenção terapêutica, prognóstico da evolução terapêutica e pesquisa psicológica (Cunha e cols., 2002).

 

É importante que o profissional, ao conduzir o processo psicodiagnóstico, busque considerar o sujeito em exame como um ser mutável e dinâmico, situado num mundo maior que o da consulta psicológica, sendo multideterminado e atuando ativamente sobre sua realidade (Cunha e cols., 2002).

 

Vamos analisar cada uma das alternativas a fim de identificarmos a resposta desta questão.

 

(A) concentrar sua investigação essencialmente nos aspectos passados que interferem na sintomatologia apresentada por um paciente.

 

ERRADA – Conforme vimos, o psicodiagnóstico leva em consideração aspectos pretéritos, presentes (diagnóstico) e futuros (prognóstico) dessa personalidade.

 

(B) buscar uma explicação causal e plausível para a manutenção da queixa principal formulada por um paciente.

 

ERRADA – A causa da manutenção da queixa deve ser trabalhada durante o processo de psicoterapia.

 

(C) descobrir as causas para a sintomatologia de um paciente, não importando o tempo que seja necessário para concluir essa investigação.

 

ERRADA – As causas dos sintomas são identificadas durante a psicoterapia. Além disso, esta investigação se configura como um processo científico, limitado no tempo.

 

(D) obter uma descrição e compreensão a mais clara e profunda possível da personalidade total de um paciente.

 

CORRETA – Conforme vimos, esta assertiva transcreve literalmente o conceito apresentado por OCampo  e  cols.  (2009).

 

(E) levar o paciente a formular, ele próprio, a partir das informações apresentadas pelo psicólogo, conclusões sobre sua situação.

 

ERRADA – Esta assertiva traz a descrição do processo que ocorre durante a psicoterapia.

 

GABARITO: (D) obter uma descrição e compreensão a mais clara e profunda possível da personalidade total de um paciente.

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