SÉRIE 180 QUESTÕES COMENTADAS DE PSICOLOGIA

QUESTÃO 146. (SEGER-ES / 20110 Julgue os itens seguintes, relativos a técnicas de entrevista

 

  • Na entrevista de devolução — entrevista final posterior a aplicação do último teste —, o psicólogo faz uma comunicação verbal ao paciente, mas não a seus pais.

COMENTÁRIO

 

Vamos analisar mais um exemplo de questão do tipo CESPE/UnB.

 

Na entrevista de devolução — entrevista final posterior a aplicação do último teste —, o psicólogo faz uma comunicação verbal ao paciente, mas não a seus pais.

 

ERRADA – Quando uma questão faz referência aos pais estarem envolvidos em uma situação de psicodiagnóstico, sem referir à idade do sujeito, pressupõe-se que se esteja avaliando uma criança. No psicodiagnóstico infantil, ao final do processo de avaliação, o profissional deve realizar a entrevista de devolução com os pais, buscando esclarecer as dúvidas, fornecer informações relevantes para o entendimento do quadro e orientações sobre tratamentos e cuidados.

 

O trabalho com a criança envolve outras pessoas como a família, e indiretamente pode relacionar, ainda, outros profissionais como médico pediatra, psiquiatra, juiz, pedagogo. Assim, existe um entorno da criança que deve ser pensado e que pode levar a interações e intervenções distintas.

 

As etapas do processo psicodiagnóstico infantil são:

 

  1. Entrevista com pais ou família (anamnese) – visa à aquisição de  informações sobre  (1) o desenvolvimento da  criança;  (2) posição da  criança na  família;  (3) a dinâmica familiar; (3) a detecção do vínculo que une o casal; (4) do vínculo entre os pais como casal e com o filho; (5) o vínculo de cada um deles com o filho; (6) o vínculo  do  filho  com  cada  um  dos  genitores;  (7)  o  vínculo  do  casal  com  o psicólogo; (8) o lugar que a criança ocupa nas fantasias do casal; (9) como os pais lidam com o sintoma da criança e (11) se esse sintoma tampona alguma verdade não dita nessa família;

 

II.    Hora do jogo diagnóstica – recurso técnico utilizado no processo psicodiagnóstico com o objetivo de conhecer a realidade da criança a ser consultada. Através dos brinquedos e do ato de brincar a criança pode expressar aquilo que vivencia no momento.  

 

III.  Aplicação de testes – quando a criança tem idade para desenvolvê-los, utilizam-se testes psicográficos, sendo  indicados em maior  frequência o H.P.T., desenho da  família,  desenho  livre,  Machover  e  Bender.  São utilizados também testes projetivos como o Rorschach e o C.A.T.

 

IV.  Entrevista de devolução diagnóstica com os pais – apresentação da hipótese diagnóstica pronta, previsão de prognóstico e estratégias terapêuticas.  Nesta etapa pode ocorrer o estabelecimento do contrato terapêutico e o início da orientação familiar;

 

V. Entrevista com a criança para situá-la a respeito do seu tratamento.

 

É importante destacar que na entrevista com os pais se faz imprescindível a presença de ambos, pois se compreende a criança como emergente de um grupo familiar e é possível entendê-la melhor quando se vê o casal parental. O filho é produto do casal, de suas presenças e ausências, e ambas as figuras parentais são importantes para a constituição do sujeito. 

 

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