SÉRIE 180 QUESTÕES COMENTADAS DE PSICOLOGIA

QUESTÃO 20. (Fundação Casa /2010) Os estudos de John Bowlby sobre o vínculo formado entre bebê e cuidador levaram-no a identificar padrões de apego derivados de “modelos de trabalho” que a criança constrói a partir de suas experiências com o cuidador, geralmente a mãe. Um padrão em que a criança chora quando o cuidador se ausenta, mas alegra-se e interage com ele quando de seu retorno caracteriza o apego

 

(A) ansioso.

(B) reparador.

(C) ambivalente.

(D) resistente.

(E) seguro.

COMENTÁRIO

Os comportamentos de apego se referem a um conjunto de condutas inatas exibidas pelo bebê, que promove a manutenção ou o estabelecimento da proximidade com sua principal figura provedora de cuidados (Bowlby, 1990). Em outras palavras, apego é o vínculo que o bebê desenvolve por seu cuidador, principalmente com a mãe.

 

Em geral, o cuidador é a mãe, mas nada impede que esta vinculação seja estabelecida com outra pessoa que lhe preste atenção contínua. Esse relacionamento tão próximo e íntimo tem como objetivo dar ao bebê a segurança necessária para se adaptar ao "mundo".

 

A forma como a criança foi cuidada na infância reflete no tipo de apego que ela demonstrará na idade adulta. 

 

A questão solicita que o candidato identifique um padrão em que a criança chora quando o cuidador se ausenta, mas alegra-se e interage com ele quando de seu retorno. Vejamos a caracterização dos estilos de apego:

 

  • Apego seguro: quando ameaçada, a criança busca ajuda na mãe; separa-se com facilidade; é consolada sem dificuldades pela mãe; prefere a mãe à estranha. Na vida adulta o indivíduo é mais aberto à intimidade e não tem a preocupação em ser abandonado. 

 

  • Apego ansioso-evitativo (ou inseguro-evitante): a criança evita o contato com a mãe; não inicia a interação; não tem preferência nem pela mãe nem pela estranha. Quando adulto, o indivíduo não se sente confortável em ter intimidade, pois acha difícil confiar em alguém. Sente-se invadido quando alguém tenta manter um vínculo de proximidade, além daquilo que ele está disposto a oferecer.

 

  • Apego ansioso-ambivalente (ou inseguro-ambivalente): a criança explora pouco o ambiente; fica desconfiada da estranha; separa-se com dificuldade da mãe; não se consola com facilidade; evita e busca a mãe em momentos diferentes. Quando adulto, acredita que não recebe afeto na mesma proporção que doa.

 

GABARITO: (E) seguro.

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