SÉRIE 180 QUESTÕES COMENTADAS DE PSICOLOGIA

QUESTÃO 49. (Prefeitura Municipal de Suzano / 2012) Erik Erikson dividiu o ciclo vital em oito estágios, cada um caracterizado por uma crise psicossocial, envolvendo transições em relações sociais importantes. A partir dos seis anos e durante a puberdade, o desafio de aprender a atuar socialmente é estendido para além da família, ao mundo social mais amplo. As características apresentadas descrevem o estágio da

 

(A) confiança versus desconfiança.

(B) diligência versus inferioridade.

(C) culpa versus desafio.

(D) autonomia versus vergonha e dúvida.

(E) identidade versus confusão.

COMENTÁRIO

Apesar da forte ênfase nos fatores sociais, a concepção desenvolvimental proposta por Erikson segue o princípio epigenético, o qual propõe a existência de um programa genético básico que guia o processo de maturação do organismo, no qual cada estágio do desenvolvimento ascende ao seu tempo, até que todos tenham emergido, a fim de formar o todo funcional.

 

Vamos analisar cada uma das alternativas a fim de identificarmos qual delas apresenta a crise psicossocial característica do período compreendido entre os 6 anos e a puberdade.

 

 (A) confiança versus desconfiança.

 

0 – 1 ano

 

A confiança básica inicial se constitui durante o estágio oral-sensorial. A criança desenvolve um senso de confiança quando os cuidadores transmitem cuidado estável e consistente, afeição e confiança.

 

Depois de adquirido o senso de identificação das situações de conforto e das pessoas que as promovem, o bebê atinge um nível de aceitação em que o cuidador pode ausentar-se por algum momento sem que a criança sinta-se abandonada, pois já internalizou a confiança de que este outro retornará. A vivência negativa das experiências de cuidado conduz o bebê à desconfiança.

A forma de verificar o desenvolvimento da confiança no bebê é através da observação da vivência de um sono tranquilo, uma alimentação confortável e uma excreção relaxada.

(B) diligência versus inferioridade.

 

6 a 11 anos

Nesta fase, as crianças aprendem a lidar com novas exigências sociais e escolares. O interesse por brinquedos e brincadeiras vai sendo gradativamente direcionado para atividades produtivas como a educação formal, que lhe traz instrumentos para uma vida adulta produtiva.

 

O sucesso na realização das tarefas, nesta etapa, conduz ao senso de competência, enquanto que a vivência de fracasso (real ou imaginado) resulta em sentimentos de inferioridade.

(C) culpa versus desafio.

 3 a 5 anos

As crianças necessitam começar a afirmar o controle e o poder sobre o ambiente. Nesta etapa, passam a ser mais ativas, ansiosas para aprender, combinando a iniciativa e autonomia para o alcance de metas e acabam por desenvolver um senso de obrigação e desempenho.

 

O brincar possui função elementar nesta fase, pois, através da fantasia e da representação, a criança apreende o sentido presente nos fatos. O sucesso nesta fase conduz a um senso de propósito. As crianças que tentam exercer o poder e vivenciam demasiada desaprovação desenvolvem sentimento de culpa.

(D) autonomia versus vergonha e dúvida.

 

1 a 2 anos

 

Nesta etapa a criança desenvolve a necessidade de autocontrole e aprende quais são as expectativas que os cuidadores têm dela, quais seus privilégios, obrigações e limitações que precisa aceitar.

 

A criança necessita de um senso de independência e controle pessoal das habilidades físicas para se desenvolver, por isto deve ser encorajada a experimentar situações que exijam a livre escolha com autonomia.

 

As experiências de sucesso conduzem à autonomia e os fracassos resultam em sentimentos de vergonha e dúvida. O cuidador deve exercer o controle, mas sempre estimulando a autonomia e buscando reafirmar a capacidade da criança, pois o controle excessivo do adulto sobre a criança, quando exercido através da imputação de vergonha, induz a criança à insolência ou a obriga a tentar fugir impunemente através da manipulação, do retraimento ou da fuga.

(E) identidade versus confusão.

 

12 a 19 anos

 

Na adolescência o indivíduo se torna consciente das próprias características, identifica os próprios gostos e forma opiniões sobre outras pessoas, objetos e situações, desenvolvendo um senso de identidade pessoal. Nesta etapa o indivíduo busca definir a si mesmo no presente e formular o que deseja para o futuro.

 

O sucesso (integração de talentos e habilidades, identificação com pessoas semelhantes, acertos na tomada de decisões, etc.) conduz à capacidade de permanecer fiel a si mesmo, enquanto o fracasso leva à confusão de papéis e a um fraco sentido de identidade.

GABARITO: (B) diligência versus inferioridade.

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