SÉRIE 180 QUESTÕES COMENTADAS DE PSICOLOGIA

QUESTÃO 50. (SEE – SP /2012) A fase do desenvolvimento moral denominada por Piaget (A psicologia da criança, 1998, p. 105) de heteronomia, identificada até por volta dos 8 anos de idade, caracteriza--se pelo fato de que, nesse período, a lei

 

(A) inexiste e, portanto, não pode provocar qualquer reação.

(B) promove fortes sentimentos de culpa e angústia.

(C) perde sua ação na ausência de quem a determinou.

(D) integra-se ao imaginário da criança de forma autônoma.

(E) atua somente nas relações que envolvem respeito mútuo.

COMENTÁRIO

A teoria de Piaget considera que os valores morais são construídos a partir da interação do sujeito com os diversos ambientes sociais e será durante a convivência diária, principalmente com o adulto, que ela irá construir seus valores, princípios e normas morais.

 

Para Piaget o Desenvolvimento Moral é dividido em 3 fases:

 

  1. Anomia - A: negação / Nomia: regra, lei.

  2. Heteronomia – a regra vem do exterior, do outro.

  3. Autonomia – capacidade de governar a si mesmo.


Essas fases se sucedem sem constituir estágios propriamente ditos. Por exemplo, podemos encontrar adultos em plena fase de anomia e muitos ainda na fase de heteronomia. Poucos conseguem pensar e agir pela sua própria cabeça, seguindo sua consciência interior.

 

Anomia

 

Na fase de anomia, natural na criança pequena, ainda no egocentrismo, não existem regras e normas. O bebê, por exemplo, quando está com fome, chora e quer ser alimentado na hora. As necessidades básicas determinam as normas de conduta.

 

Na medida em que a criança cresce, ela vai percebendo que o "mundo" tem suas regras. Ela descobre isso também nas brincadeiras com as crianças maiores, que são úteis para ajudá-la a entrar na fase de heteronomia.

 

No indivíduo adulto, caracteriza-se por aquele que não respeita as leis, pessoas, normas.

 

Heteronomia

 

Há apenas o respeito à autoridade. Não há consciência, nem reflexão, apenas obediência.

 

A responsabilidade pelos atos é avaliada de acordo com as consequências objetivas das ações e não pelas intenções. O indivíduo obedece às normas por medo da punição. Na ausência da autoridade ocorre a desordem, a indisciplina.

 

Autonomia

 

Na moralidade autônoma, o indivíduo adquire a consciência moral. Ocorre a legitimação das regras.  Os deveres são cumpridos com consciência de sua necessidade e significação. Possui princípios éticos e morais.

 

Na ausência da autoridade continua o mesmo. É responsável, autodisciplinado e justo. A responsabilidade pelos atos é proporcional à intenção e não apenas pelas consequências do ato. O respeito a regras é gerado por meio de acordos mútuos. É a última fase do desenvolvimento da moral.

 

GABARITO: (C) perde sua ação na ausência de quem a determinou.

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