SÉRIE 180 QUESTÕES COMENTADAS DE PSICOLOGIA

QUESTÃO 51. (IAMSPE-PREVENIR/2012) No desenvolvimento, D. W. Winnicott destaca o objeto transicional como a primeira possessão do bebê. Em Da pediatria à psicanálise (1988, p. 316-331), o autor

 

(A) sugere a inadequação dos pais que mantém o objeto transicional de sues filhos após os dois anos.

(B) afirma que o objeto transicional é o primeiro a ser claramente percebido como não-eu pelo bebê.

(C) afirma que o objeto transicional é um objeto interno, que representa o seio da mãe, podendo aliviar a ansiedade.

(D) afirma que objeto transicional parece, ao bebê, ter vitalidade ou realidade próprias, sendo capaz de dar-lhe calor.

(E) sugere que os pais devem trocar o objeto transicional à medida que esse se apresente mutilado, para manter sua função.

COMENTÁRIO

Ao explicar a função do objeto transicional, Winnicott remonta ao primeiro vínculo da criança com o mundo externo, a relação com o seio materno. O bebê inicialmente acredita que o seio é parte de si mesmo, dando-lhe a ilusão de onipotência.

 

Quando a mãe começa a desmamar a criança, inicia um processo no qual esta ilusão é desfeita aos poucos, fazendo com que o bebê adquira a noção de que o seio materno é algo que ele possui, mas que não faz parte de seu eu – "pertence-me, mas não sou eu".

 

Esses objetos intermediadores servirão de ponte entre o mundo interno e o externo, ajudando na transição do bebê, do estado de dependência absoluta, a dependência relativa e rumo à futura independência. Ajudam a poder vir a distinguir aquilo que é "ele", separado do "outro".

 

Winnicott utiliza o termo objeto transicional para descrever a jornada do bebê desde o puramente subjetivo até à objetividade. Este objeto representa a mãe e ocupa o lugar de ilusão, pois, é conservado pela criança, que o mantém próximo tanto quanto o deseje, ao contrário do seio, que não está disponível constantemente.

 

Os fenômenos transicionais

 

  • Ocorrem no segundo semestre da vida.

  • O bebê percebe o objeto transicional como vivo ou possuidor de uma realidade própria, sendo capaz de dar-lhe calor.

  • Ocupa o lugar de ilusão, substituindo o seio materno.

  • Após a difícil experiência geradora de angustia (desilusão), a criança desenvolve algumas atividades observadas por Winnicott na vida cotidiana dos bebês:

 

1.    O bebê leva a boca junto com algum objeto externo;

2.    Segura um pedaço de tecido;

3.    Surgem algumas atividades, ruídos e balbucios.

 

  • Essas atividades tem uma característica comum, de uma importância vital para a criança.

  • Vem alojar-se num espaço intermediário entre a realidade interna e externa.

 

GABARITO: (D) afirma que objeto transicional parece, ao bebê, ter vitalidade ou realidade própria, sendo capaz de dar-lhe calor.

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