SÉRIE 180 QUESTÕES COMENTADAS DE PSICOLOGIA

QUESTÃO 52. (IAMSPE-HSPE / 2012) Segundo apresentação de Segal (Introdução à obra de Melanie Klein, 1975, p. 48), deve-se olhar para os mecanismos de defesa usados na posição esquizoparanoide não apenas como mecanismos de defesa que protegem o ego de ansiedades imediatas e esmagadoras, mas também como etapas graduais do desenvolvimento. Por exemplo, a identificação projetiva, no desenvolvimento saudável, constitui as bases da

 

(A) organização perceptual e da memória de evocação.

(B) linguagem e da capacidade para autopreservação.

(C) capacidade para sentir culpa e para a reparação.

(D) idealização e da integração do superego.

(E) empatia e da forma mais primitiva de formação simbólica.

COMENTÁRIO

Segundo Segal (1975), os mecanismos de defesa usados na posição esquizoparanoide são:

 

  1. Negação: nega a ameaça do objeto persecutório;

  2. Idealização: o seio idealizado salva o ego do aniquilamento;

  3. Onipotência: cria um universo idealizado e corta ligações coma realidade exterior;

  4. Abafamento das emoções: para tentar controlar os objetos maus perde-se o contato com as emoções surgidas da angústia;

  5. Identificação projetiva: o objeto projeta conteúdos para tentar manter o objeto bom e destruir o mau;

  6. Identificação introjetiva: o bebê introjeta o seio idealizado;

  7. Negação mágica onipotente: Quando a perseguição é muito intensa para ser suportada, ela pode ser completamente negada. Essa negação mágica se baseia numa fantasia de total aniquilação dos perseguidores.

 

Identificação projetiva

 

  • Pode ser dirigida ao objeto ideal a fim de evitar separação;

  • Pode ser dirigida ao objeto mau a fim de obter controle sobre a fonte de perigo.

 

Inicia-se quando a posição esquizo-paranóide é primeiramente estabelecida em relação ao seio e persiste e se intensifica quando a mãe é percebida como objeto total. Várias partes do eu podem ser projetadas com diferentes objetivos:

 

  • Partes más – a fim de se livrar delas, ou para atacar e destruir o objeto.

  • Partes boas – a fim de evitar separação ou para mantê-las a salvo de conteúdos internos maus.

 

A identificação projetiva produz várias ansiedades, sendo as mais importantes:

 

  • O medo de que um objeto atacado retalie igualmente por projeção.

  • A ansiedade de ter as partes de si mesmo aprisionadas e controladas pelo objeto no qual foram projetadas.

 

A identificação projetiva trata-se da forma mais primitiva de empatia, baseada na capacidade de colocar-se no lugar do outro, bem como fornece a base da forma mais primitiva de formação simbólica. O ego forma seus primeiros e mais primitivos símbolos através da projeção de partes de si mesmo no objeto e pela identificação de partes do objeto com partes do eu.

 

GABARITO: (E) empatia e da forma mais primitiva de formação simbólica.

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