SÉRIE 180 QUESTÕES COMENTADAS DE PSICOLOGIA

QUESTÃO 67. (TJSP / 2012) Spitz (2004) identificou uma série de padrões prejudiciais de comportamento materno que se mostraram ligados a distúrbios psicotóxicos da criança. Dentre eles, pode-se citar:

 

(A)  estabilidade de humor.

(B)  rejeição primária manifesta.

(C)  amor incondicional.

(D)  ausência de valores.

(E)  inteligência reduzida.

COMENTÁRIO

Spitz considera que os distúrbios da personalidade materna e a relação insuficiente entre mãe e bebê provocam sérias influências psicológicas prejudiciais e fortes perturbações na criança, podendo ser geradores das doenças de privação afetiva e dos distúrbios emocionais como a rejeição primária ativa e rejeição primária passiva.

 

Sob o rótulo "Distúrbios Psicotóxicos" Spitz apresenta a relação entre determinados padrões de comportamento materno e certos quadros psicossomáticos observados na infância. Nos distúrbios psicotóxicos a personalidade da mãe desempenha um papel importante na sua etiologia.

 

Segundo Spitz, os padrões comportamentais maternos psicotóxicos são:

 

  1. Rejeição primária manifesta;

  2. Superpermissividade ansiosa primária;

  3. Hostilidade disfarçada em ansiedade;

  4. Oscilação entre o mimo e a hostilidade;

  5. Oscilação de humor.

 

Spitz (2004) subdivide a rejeição primária manifesta em ativa e passiva:

 

A rejeição primária ativa – ocorre quando a atitude materna consiste em uma rejeição global da maternidade, esta rejeição inclui a gravidez e a criança e, provavelmente, também muitos aspectos da sexualidade genital.

 

A rejeição primária passiva – ocorre quando a rejeição materna não é dirigida contra a criança como um indivíduo, mas contra o fato de ela ter tido uma criança. Isto quer dizer, é uma rejeição da maternidade, e não se refere a um objeto determinado.

 

No caso da rejeição ativa, a atitude da mãe consiste em uma rejeição a toda a maternidade, incluindo a gravidez e a criança, o que leva frequentemente à morte, ou, na melhor das hipóteses, à doação do filho.

 

Na rejeição passiva, o autor lembra que o recém-nascido apresenta palidez extrema e sensibilidade reduzida, como se estivesse em com.

 

A rejeição materna passiva não é dirigida contra a criança, mas contra o fato de ela ter uma criança; ou seja, sua rejeição é relativa à maternidade.

 

Spitz considera que essa atitude da mãe está relacionada a sua história individual, a sua relação com o pai da criança, à elaboração de seus conflitos edipianos.

 

GABARITO: (B) rejeição primária manifesta.

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